Orar é abrir o coração

O ato de orar origina-se no desejo básico do ser humano de levar vidas felizes e plenas e de morrer de maneira tranqüila. A oração busca abrir os corações e mentes para algo, mas, o quê é esse “algo”?; varia de acordo com as diferentes crenças a respeito de a quem ou quê a pessoa ora. Por exemplo, o animismo concebe cada rocha, árvore, montanha, etc., como possuidores de um espírito, o qual pode ser contatado através da oração ou outros rituais religiosos. Na sua maioria, os deístas consideram a oração improdutiva, e vêm seu propósito como uma forma de organizar os pensamentos. Algumas pessoas pensam que Deus é um ser remoto e distante a quem só se pode aceder através de intermediários, tais como membros do clero ou santos. Outros acreditam que Deus encontra-se no corpo de cada indivíduo e não vêm a fé como um ato religioso; e sim como uma relação pessoal com Deus. Uma crença bastante difundida, que vincula os crentes de diferentes religiões teístas ao redor do mundo, é aquela de que uma ou mais deidades existem como pessoas vivas, que podem ser contatadas mediante a oração.

Não importa a que credo religioso uma pessoa possa aderir, a oração tem demonstrado produzir um estado de calma e serenidade, um senso de pertencer, e sentimentos de amor que podem ser benéficos à saúde física e mental da pessoa e ao seu bem-estar espiritual. Por exemplo, investigadores do Centro Médico da Universidade Duke realizaram estudos relativos à taxa de sobrevivência de adultos de idade avançada. Eles encontraram que os adultos de maior idade que participavam de atividades privadas religiosas tais como estudos bíblicos, oração, ou meditação “apresentavam uma vantagem quanto à sobrevivência em relação com aqueles que não tinham este tipo de atividades”.

Há paralelos entre elementos do Budismo Nitiren e a oração cristã. Entre aquelas coisas que com maior freqüência preocupam às pessoas, e pelas quais oram, estão os assuntos relacionados com saúde e doença. Tanto as cartas de Nitiren Daishonin como a Bíblia referem-se ao tema de sobrepor-se às enfermidades. Em sua carta “A transformação do carma determinado”, Daishonin escreve: “Para as mulheres mudarem seus carmas determinados praticando o Sutra de Lótus é tão natural como o arroz amadurecendo no outono ou o crisântemo florescendo no inverno.

Quando eu, Nitiren, orei por minha mãe, não somente sua doença foi curada, mas ela foi capaz de viver por quatro anos mais. A senhora também é mulher e agora caiu doente; portanto, é a época para a senhora basear sua fé no Sutra de Lótus e aprender que benefícios este lhe trará”. (Escrituras de Nitiren Daishonin, vol. I, pág. 218).

A Bíblia relata a história de um dos reis de Judéia, o Rei Ezequias, que adoeceu gravemente e estava a ponto de morrer. Orou para Deus por ajuda e Deus escutou suas preces, viu suas lágrimas e decidiu prolongar-lhe a vida por mais quinze anos. (Isaías 38:1-5, New Revised Standard Version). Deus o curou através do uso de medicina, fazendo que Ezequias aplicasse um emplasto de figos à chaga que estava ameaçando sua vida (Isaías 38:21, NRSV).

Outros paralelos podem estabelecer-se. Os cristãos vêm a oração como aquilo que é capaz de trazer para uma situação determinada o poder de um Deus universal. Os budistas acessam o poder da Lei Mística Universal. Os cristãos oram para obter força para combater o mal; os budistas oram por paz e serenidade durante tempos difíceis e para conseguir a solução aos problemas da vida. Da mesma maneira, poderíamos ter em mente pensamentos, desejos e preocupações na medida que oramos.

Há, porém, diferenças fundamentais entre as orações dos cristãos e as orações no Budismo Nitiren. Tomemos o exemplo antes citado sobre doença. Daishonin explica à monja leiga Toki – a receptora da carta “A transformação do carma determinado” – que ela pode mudar seu destino praticando o budismo, e explica que o curso de sua vida não é dirigido por uma divindade ou força externa, mas unicamente pela própria Toki. Sua capacidade para sobrepor-se à doença depende de sua luta e de sua fé.

No outro caso, o Rei Ezequias não tinha a opção de escolher se seria curado ou não. Ele tinha que suplicar-lhe e lembrar-lhe a Deus que tinha se mantido na senda correta da vida. Foi só quando Deus viu suas lágrimas que o rei foi sanado.

A oração cristã é direcionada para fora, no sentido de que os cristãos oram a Deus, seja para louvá-lo, agradecer-lhe ou suplicar sua graça. Louvar a Deus significa alegrar-se na perfeição divina e, portanto, glorificar a Deus. “Eu te louvarei, Senhor, de todo meu coração; em ti me alegrarei e saltarei de prazer; cantarei louvores ao teu nome, Oh Altíssimo” (Salmos 9:1-2 NRSV). Mostrar gratidão é o melhor meio para obter novas benções de Deus. “Em todas as circunstâncias, dai graças, pois esta é a vontade de Deus a vosso respeito, em Cristo Jesus” (Tessalonicenses 5:18, NRSV). Finalmente, a forma de receber a graça de Deus é pedi-la. “Por isso, eu vos digo: Pedi e vos será dado; buscai e achareis; batei à porta e ela vos será aberta”  (Lucas 11:9, NRSV).

A oração cristã tem o objetivo de reconhecer o poder e a bondade de Deus. Deus é quem dá tudo aquilo que é bom, os fiéis devem demonstrar seu espírito de súplica, a fim de tornar-se merecedores das dádivas de Deus. A oração é um ato que implica suprema reverência a Deus, o que faz que os fiéis recorram a Deus para todas as coisas porque desejam que sua oração seja respondida como uma dádiva. As pessoas devem humilhar-se perante Deus com o sincero reconhecimento de suas fraquezas humanas e falta de méritos.

Jesus relata a parábola de dois homens que vão orar ao templo; um é um fariseu e o outro é um arrecadador de impostos. O fariseu dá graças a Deus por ele ser um homem justo, não é um extorsionário, ou um adúltero, e particularmente, agradece pelo fato de não ser um arrecadador de impostos. Ele procede a enumerar suas virtudes. O arrecadador de impostos, por outro lado, admite ser um pecador e implora a misericórdia de Deus. Jesus diz, então: “Porque quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado”  (Lucas 18:9-14, NRSV).

A oração budista é direcionada para o interior. Recitar Nam-myoho-rengue-kyo não equivale a pedir soluções através da intervenção de forças externas. Em vez disso, é um meio para fazer acúmulo dos recursos próprios de nosso interior, a fim de enfrentar a vida. É um ato mediante o qual louvamos nosso estado de Buda, ou estado de iluminação, e fazemos surgí-lo de dentro de nossas vidas. Em vez de implorar ou desejar, as pessoas oram com forte determinação de forma que elas mesmas possam solucionar seus problemas, fazer seus sonhos realidade e concretizar sua missão como Bodhisattvas da Terra.

Quando os budistas Nitiren oram, é para buscar assistência dentro de seus próprios recursos espirituais – sua budicidade inerente, a qual é parte e idêntica com a natureza de buda que existe no cosmos e em todas as coisas. O budismo vê às pessoas como detentoras do poder para transformar suas vidas; não existe uma força ou deidade que concede desejos baseada no “bom” ou “mal” comportamento. A oração budista é otimista e efetiva, não importa que “falhas ou faltas” possua uma pessoa no momento de orar. Numa de suas muitas cartas, Nitiren Daishonin cita uma passagem de Palavras e frases do Sutra de Lótus: “Por ser a Lei suprema, a Pessoa é digna de respeito. Como a Pessoa é digna de respeito, a terra é sagrada”. (Escrituras de Nitiren Daishonin, vol. III, pág. 290).

Os budistas Nitiren são incentivados a olhar dentro de si à procura das soluções aos problemas da vida. Daishonin afirma, igualmente, “Contudo, mesmo que recite e conserve o Nam-myoho-rengue-kyo, se pensa que o estado de Buda existe fora do seu coração, isto já não é mais Lei Mística; é um ensino contrário a ela”. (Sobre atingir o estado de Buda”, Escrituras de Nitiren Daishonin, vol. I, pág. 107). Os Budistas Nitiren dependem do poder de suas próprias vidas. A Lei Mística existe também em todas as coisas, a oração acessa não só o poder do indivíduo, como também o poder do universo inteiro.

Seja qual for a maneira que as pessoas escolham orar, o assunto importante é que suas orações tragam às suas vidas tranqüilidade e paz. A oração, seja dirigida a Deus ou ao Gohonzon, traz consigo oportunidades para compartilhar aquilo que reside no coração das pessoas. No Budismo Nitiren o que importa primordialmente é desenvolver um estado de felicidade que não possa ser destruído pelas cambiantes circunstâncias de nosso meio ambiente. O presidente da Soka Gakkai Internacional (SGI), Ikeda, cita Nitiren Daishonin: “Não há maior felicidade para os seres humanos que orar o Nam-myoho-rengue-kyo”  (A felicidade neste mundo”, Escrituras de Nitiren Daishonin, vol. III, pág. 199) e explica, “Enquanto o senhor mantiver uma fé firme, e recite o daimoku de forma determinada ao Gohonzon, não importa o que aconteça, certamente o senhor será capaz de levar uma vida repleta de plenitude”. (My dear friends in America, p. 92).

Junho de 2004, Living Buddhism

Texto retirado so site Vertex 

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O Budismo de Nitiren Daishonin

O Budismo de Nitiren Daishonin fundamenta-se na afirmação de que todas as pessoas têm o potencial de atingir a iluminação. Esta idéia é a epítome do Budismo Mahayana, uma das duas principais divisões do Budismo. Surgiu na Índia após a morte de Sakyamuni, através de um movimento de popularização dos ensinos do Buda. Seus discípulos não se isolaram da sociedade como alguns grupos budistas anteriores. Ao invés disso, lutaram para a propagação em meio ao povo e para auxiliar as outras pessoas no caminho da iluminação. Portanto, Mahayana é caracterizado pelo espírito de benevolência e altruísmo.

O Budismo Mahayana foi introduzido na China, onde deu origem a várias seitas. Uma das mais importantes foi fundada por Tientai (538- 597), conhecida como seita Tendai. Esta ensina que o Sutra de Lótus é o mais alto de todos os sutras Mahayana e que todas as coisas, tanto animadas como inanimadas, possuem um potencial dormente para a iluminação. Esta doutrina resultou na teoria conhecida como "Itinen Sanzen". As doutrinas da seita Tendai foram mais tarde desenvolvidas e sistematizadas por Miao-lo (711-782), o nono chefe religioso da seita.

O Budismo de Tientai foi introduzido no Japão no Século IX por Dengyo Daishi que havia estudado sua doutrinas na China. Mais tarde, no século XIII, Nitiren Daishonin estudou no Monte Hiei. o centro da seita Tendai no Japão, e veio a entender que o Sutra de Lótus constitui a essência de todo o Budismo. Logo depois, começou a pregar o conteúdo do que havia descoberto.

De acordo com seu ensinamento, as funções de todo o universo estão sujeitas a um único princípio ou lei. Através da compreensão desta lei, a pessoa é capaz de libertar o potencial oculto de sua própria vida e atingir a harmonia perfeita com o seu ambiente.

Nitiren Daishonin definiu a lei universal como Nam-myoho-rengue-kyo, uma fórmula que representa o fundamento do Sutra de Lótus e é conhecida como Daimoku. Além disso, ele deu concreção à lei, inscrevendo-a num pergaminho – Gohonzon – para que as pessoas pudessem colocar a essência da sabedoria budista em prática e desta forma atingir a iluminação. No tratado intitulado "O Verdadeiro Objeto de Adoração", ele concluiu que crendo e orando Nam-myoho-rengue-kyo ao Gohonzon, que é a cristalização da lei universal, revelar-se-á a natureza de Buda inerente em todos os indivíduos.

Todos os fenômenos estão sob a infalível lei de causa e efeito. Conseqüentemente, o estado de vida de um ser – seu destino, em outras palavras é a consequência de todas as causas prévias. Através da oração do Nam-myoho-rengue-kyo, a pessoa está criando a causa suprema, que pode compensar os efeitos negativos do passado.

A iluminação não é mística nem transcendental como muitos supõem. Antes, é uma condição de máxima sabedoria, vitalidade e boa sorte, na qual o indivíduo pode moldar o seu próprio destino, encontrando plenitude nas atividades diárias e entendendo a missão de sua vida.

Texto retirados do livro "As escrituras de Nitiren Daishonin"
págs. 37 e 38 – Editora Brasil Seikyo

 

O significado do Nam-myoho-rengue-kyo

O título do Sutra de Lótus é Myoho-rengue-kyo. Nitiren Daishonin acrescentou a palavra Nam, que significa devoção ou dedicação, consta em uma de suas escrituras: "Somente praticar os sete caracteres do Nam-myoho-rengue-kyo pode parecer limitado, mas desde que esta Lei é o mestre de todos os Budas do passado, presente e futuro, o professor de todos os bodhisattvas do universo, e o guia que capacita todos os seres humanos atingir o estado de Buda, sua prática é incomparavelmente profunda".

Em outras palavras, o título, Myoho-rengue-kyo contêm a essência dos ensinos do Sutra de Lótus na qual contém dentro de si, todos os ensinos budistas. Nas escrituras de Nitiren Daishonin consta o seguinte trecho: "dentro do título, Nam-myoho-rengue-kyo, está incluso todo o sutra que consiste em todos os oitos volumes, vinte e oito capítulos e 69.384 caracteres sem nenhuma exceção".
Assim, em poucas palavras se torna impossível estudar todos os aspectos do significado do Nam-myoho-rengue-kyo, já que como exposto acima, implicaria em explanar toda a filosofia budista. Desta forma, somente iremos destacar os pontos básicos.

Myoho é geralmente traduzido como Lei Mística. A palavra místico significa, difícil de discernir. Myo se refere a iluminação inerente e ho, a ignorância inerente. Myo representa a morte e ho, a vida. Ho, corresponde a todos os fenômenos na qual pode ser percebido pelos nossos sentidos, enquanto myo, se relaciona aos aspectos da vida que não podem ser percebidos. Por exemplo, se alguém está triste, se torna óbvio através de sua expressão facial e reações. Mas, quando está mesma pessoa se torna feliz e começa a sorrir, para onde vai a tristeza ? Não podemos dizer que a tristeza existe como antes, mas ela continua existindo em algum lugar dentro da vida desta pessoa e pode reaparecer a qualquer momento. Este é o chamado estado de "nem existência, nem não-existência", e é descrito como místico. Logo, a vida em todas as suas miríades manifestações, tanto físicas como não–físicas, é acompanhada por um contínuo ciclo de myo e ho, do latente ao manifesto, da morte para a vida.

Myo também engloba outros três significados na qual Nitiren Daishonin explica na carta "Sobre o Daimoku do Sutra de Lótus": abrir, ser dotado e perfeito, e reviver. A energia inerente da vida é a expansão. Isto é o que significa abrir. Ser dotado e perfeito significa que todo e qualquer elemento da vida apresenta esta qualidade. Por exemplo, cada gota do oceano contém as propriedades e elementos do próprio oceano. E por último, reviver, se refere a força vital de regenerar-se e recriar-se.

Myo descreve a vida em sua totalidade, embora esta seja de difícil compreensão e por esta razão é chamada mística. Ho se refere ao aspectos do indivíduo, enquanto Myo se refere ao ritmo universal da vida, na qual se harmonizam e se unificam entre si. Ho, representa os dez estados de vida, enquanto myo, o estado de Buda. Naturalmente, ambos os aspectos são inseparáveis. Esta é a razão para que uma vida baseada somente no ho, que representa a aparência externa, tende a destruição enquanto que uma vida baseada no myoho é sempre voltada para a harmonia e criatividade.

Rengue representa a flor de lótus e significa a simultaneidade da lei de causa e efeito, pois o lótus é uma das únicas espécies do reino vegetal que a flor e a semente nascem no mesmo instante. Rengue indica a simultaneidade do myo (estado de Buda) e ho (nove estados: Inferno, Fome, Animalidade, Ira, Tranquilidade, Alegria, Erudição, Absorção, Bodhissatva). Em termos de nossa prática budista, os nove estados são a causa e o estado de Buda é o efeito.
Na verdade, existem duas causas, a causa inerente e a causa externa, e dois efeitos, o efeito latente e o efeito manifesto. Todos nós apresentamos a causa inerente para a iluminação. A causa externa é o Gohonzon e nossa relação se estabelece ao recitarmos o Nam-myoho-rengue-kyo. Este ato cria o efeito manifesto do estado de Buda e com isto, surge uma tendência (efeito latente) para que possamos evidenciar o estado de buda no futuro. Mas, isto não significa que nossas ações não gerem um efeito imediato. Rengue explana a simultaneidade da lei de causa e efeito e Nitiren Daishonin escreveu:
"Para a questão, onde está exatamente o inferno ou a terra do Buda. Um sutra diz que o inferno existe abaixo de nós e outro sutra diz que o Buda está no Oeste. Entretanto, um exame minucioso revela que ambos existem dentro de nós. A razão para que eu veja desta forma, é que o inferno está no coração de um homem que despreza seu pai e desrespeita sua mãe, assim como a semente do lótus, na qual desabrocha a flor e o fruto ao mesmo tempo."

Por último, desde que a flor de lótus nasce em pântanos, rengue também representa a capacidade da própria vida em purificar-se.

Kyo significa o sutra, ensino, som ou vibração. O som nunca se interrompe, há uma reação em cadeia que se expande por todo o universo. "Kyo denota as vozes e sons de todos os seres vivos. Nos Ensinos Orais de Nitiren Daishonin consta: "a voz é uma parte essencial da prática budista". Isto é chamado kyo e as três existências da vida também são chamadas de kyo."

Assim, kyo também significa interligar, como o ato de costurar uma peça de roupa, simbolizando a continuidade ou o fluir do passado, presente e futuro. Em breves palavras, o perfeito ensino na qual explana o eterno fluir da vida.

Embora esta explanação possa ser limitada, podemos dizer que o Myoho-rengue-kyo possui uma infinita profundidade. Todos os princípios budistas, assim como a sua filosofia, emergem através de um contínuo e profundo estudo destes caracteres. Mas, como podemos usá-los em nossas vidas ? Caso o Myoho-rengue-kyo se torne uma mera teoria, se tornará inútil. Neste ponto reside o significado do Nam.

Nam é derivado da palavra Namas, que em Sanscrito, significa devoção ou saudação. Em chinês, é traduzido como kimyo. Ki, significa retornar para a imutável e verdade inabalável e myo (diferente do myo de myoho) significa ter a sabedoria para agir de acordo com as circunstâncias. Logo, Nam, incorpora o ato de devotar ou concentrar-se no ato de recitar o Nam-myoho-rengue-kyo ao Gohonzon. E nesta ação retornamos para a verdade imutável do Myoho-rengue-kyo e começamos a viver nossas existências com sabedoria, para agir da melhor forma em todas as circunstâncias da vida diária. Em suma, significa unir a vida individual com o ritmo universal. Desta forma, a felicidade não depende de nada externo a nós. Um bom emprego, casamento ou qualquer outra situação da vida pode ser tanto um fonte de alegria como de sofrimento. Esta é a razão para recitarmos o Nam-myoho-rengue-kyo: assegurar uma inabalável condição de vida.
(Por Pat Allwright – SGI-UK)